quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Quando era criança, tinha muito medo
do escuro, medo não pavor, o escuro
era algo que me apavorava me dava
um frio na alma...
Ficar no escuro era como entrar em um
mundo paralelo, entre a realidade e os sonhos,
o tempo passou e o medo se foi, o esuro já
não me apavorava mais...tinha crescido ao
menos por fora...
Mas com isso veio outros tipos de escuros,
o escuro da solidão, do vazio...
o escuro que vem de dentro pra fora...
o escuro da minha alma, era assim que
eu estava escura, fria, sem vida...
Mas derrepente vi uma luz no meio
dessa escuridão toda...uma luz
pequena meio avermelhada não parecia
luz de uma lanterna...
Era a luz da brasa de um cigarro aceso
Cigarro?
É foi ele com seu cigarro que me mostrou
que eu não estava sozinha, era só eu
confiar, me permitir ser cuidada, amada...
E foi assim que com toda sua paciencia
carinho e compreenção...que o moço das
letras e cabelhos grisalhos, está me
ensinando a sorrir de novo...
E a escuridão já não tem me assustado mais
porque eu sei que não estou mais sozinha...
e que não rpreciso de uma lanterna pra
iluminar o meu caminho.
Só preciso da brasa desse pequeno cigarro
e só pra constar .... eu nao gosto de cigarros
mas Amo meu moço das letras e dos livros.

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